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BERA
PEATE

Potencial Evocado Auditivo
de Tronco Encefálico

Firefly_Gemini Flash_Fotografia editorial médica premium, vertical. Um recém-nascido dorme

O BERA (Brainstem Evoked Response Audiometry), também chamado de PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico), é um exame eletrofisiológico que avalia a condução do estímulo sonoro desde a cóclea até o tronco encefálico, por meio do registro de respostas neurais captadas por eletrodos posicionados na cabeça.

  • Investigação de perda auditiva;

  • Avaliação de recém-nascidos e crianças pequenas;

  • Diagnóstico de tumores do nervo auditivo;

  • Investigação de neuropatia auditiva;

  • Monitorização de doenças neurológicas;

  • Avaliação de tinnitus e sintomas vestibulares associados.

É um exame objetivo, não depende da resposta comportamental do paciente, sendo amplamente utilizado em:

Como o exame funciona?

O exame utiliza:

  • Fones de inserção ou supra-aurais

  • Eletrodos na testa e mastoides

  • Estímulos acústicos (clicks ou tone burst/chirp)

Após o estímulo sonoro, o sistema registra pequenas respostas elétricas geradas ao longo da via auditiva.
As respostas aparecem como ondas numeradas de I a VII, sendo as mais importantes:

Firefly_Gemini Flash_Ilustração médica de atlas de neuroanatomia, estilo livro didático pr
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Onda                                          Estrutura principal

​​

I                                                            Nervo coclear distal

III                                   Núcleo coclear / complexo olivar

V                                   Lemnisco lateral / colículo inferio

A onda V é a mais robusta e clinicamente utilizada.

Objetivos do BERA / PEATE

1. Estimar limiares auditivos

Especialmente importante em:

  • Recém-nascidos e lactentes

  • Crianças pequenas

  • Pacientes sem condições de responder à audiometria

  • Casos com suspeita de simulação

Permite estimar o grau da perda auditiva de forma objetiva.

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2. Avaliar integridade da via auditiva

O exame analisa:

  • latências absolutas

  • interpicos

  • morfologia das ondas

  • simetria entre lados

Alterações podem sugerir:

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  • schwannoma vestibular

  • neuropatia auditiva

  • doenças desmielinizantes

  • lesões de tronco encefálico

3. Diagnóstico de Neuropatia Auditiva

Pacientes podem apresentar:

  • emissões otoacústicas preservadas

  • BERA alterado ou ausente

Isso sugere alteração sináptica ou neural.

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Tipos de estímulo

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Click

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Tone Burst

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Chirp

Principais parâmetros analisados

Firefly_Gemini Flash_Diagrama técnico científico estilo tela de equipamento médico de potencial evocado, f 669402.png
  • Latência absoluta

Tempo entre estímulo e aparecimento da onda.

  • Interpicos

Avaliam condução neural:

  • I–III

  • III–V

  • I–V​

  • Amplitude

Relaciona-se à sincronia neural.

  • Reprodutibilidade

Importante para confiabilidade diagnóstica.

Firefly_Gemini Flash_# Subject_Experienced audiologist or ENT specialist in clinical consu

    Aplicações clínicas    

Neonatologia e TANU

Muito utilizado após falha no teste da orelhinha.

Permite:

  • Confirmar perda auditiva

  • Diferenciar neuropatia auditiva

  • Indicar necessidade de intervenção precoce

Investigação retrococlear

Indicado em:

  • perda auditiva unilateral

  • zumbido unilateral

  • assimetria auditiva

  • suspeita de schwannoma vestibular

Tinnitus

Pode auxiliar na investigação de:

  • Disfunções centrais

  • Sinaptopatia

  • Alterações de condução neural

Implante Coclear

Utilizado:

  • No pré-operatório

  • Intraoperatório

  • Monitoramento de via auditiva

Vantagens do exame

  • Objetivo

  • Não invasivo

  • Alta sensibilidade para alterações retrococleares

  • Pode ser realizado durante o sono natural

  • Excelente aplicabilidade pediátrica

Limitações

  • Não substitui audiometria comportamental quando possível

  • Menor sensibilidade para perdas leves

  • Pode sofrer interferência elétrica e muscular

  • Interpretação depende de experiência técnica

Diferença entre PEATE e Estado Estável (ASSR)

PEATE                                                                  ASSR

Melhor para neurodiagnóstico                    Melhor estimativa tonal profunda
Analisa ondas neurais                                  Analisa resposta contínua
Excelente para retrococlear                        Excelente para próteses e IC
Mais dependente do avaliador                    Mais automatizado

Bases neurofisiológicas do exame

A fisiopatologia moderna das vias auditivas destaca mecanismos de:

  • sincronização neural;

  • plasticidade auditiva;

  • integração troncoencefálica;

  • equilíbrio excitatório/inibitório.

Alterações nesses sistemas podem gerar:

  • perda auditiva oculta;

  • tinnitus;

  • hiperatividade neural;

  • alterações centrais auditivas.

Importância clínica atual

O PEATE tornou-se um dos pilares da audiologia moderna por permitir avaliação objetiva e extremamente refinada das vias auditivas periféricas e centrais.

Na prática clínica contemporânea, ele é fundamental para:

  • diagnóstico precoce;

  • prevenção de atraso de linguagem;

  • investigação neurológica;

  • acompanhamento otológico avançado;

  • medicina auditiva de precisão.

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