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Eletrococleografia

Exame para investigar suspeita de Ménière e hidropsia endolinfática

A eletrococleografia avalia sinais elétricos gerados pela cóclea e pelo nervo auditivo, ajudando a investigar alterações do ouvido interno associadas a tontura, zumbido, pressão no ouvido e perda auditiva flutuante.

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Indicada principalmente para quem apresenta:
 

  • Crises de tontura ou vertigem recorrente

  • Sensação de ouvido tampado ou pressão no ouvido

  • Zumbido associado a perda auditiva flutuante

  • Suspeita de Doença de Ménière ou hidropsia endolinfática

  • Sintomas auditivos que variam ao longo do tempo

O que é a eletrococleografia?

A eletrococleografia, também chamada de ECoG ou ECochG, é um exame eletrofisiológico que registra respostas elétricas produzidas dentro da cóclea, a parte sensorial da audição, e no início do nervo auditivo.

Diferente da audiometria, que depende da resposta do paciente, a eletrococleografia analisa sinais objetivos gerados pelo ouvido após estímulos sonoros. Por isso, ela pode trazer informações importantes quando há suspeita de alteração na pressão dos líquidos do ouvido interno, como ocorre na hidropsia endolinfática, condição frequentemente relacionada à Doença de Ménière

Na análise técnica, o exame observa componentes como o microfônico coclear, o potencial de somação e o potencial de ação, que ajudam a entender a função coclear e neural inicial.

Quando esse exame é indicado?

A eletrococleografia costuma ser solicitada quando o médico precisa investigar melhor sintomas que sugerem alteração do ouvido interno.

Principais indicações

Suspeita de Doença de Ménière
Especialmente quando há crises de vertigem, zumbido, sensação de ouvido cheio e perda auditiva que oscila.

Hidropsia endolinfática
A hidropsia é uma alteração no equilíbrio dos líquidos do ouvido interno. A ECoG pode ajudar a identificar sinais compatíveis com esse mecanismo.

Perda auditiva flutuante
Quando a audição piora e melhora em diferentes momentos, principalmente se vier acompanhada de pressão no ouvido ou tontura.

Zumbido com sintomas de ouvido interno
Quando o zumbido aparece junto com plenitude auricular, tontura ou variação auditiva, a investigação precisa ser mais direcionada.

Complemento da avaliação otoneurológica
Em alguns casos, o exame é usado junto com audiometria, impedanciometria, BERA/PEATE, VENG ou outros exames vestibulares.

A literatura aponta que a aplicação mais clássica da eletrococleografia é na investigação da Doença de Ménière/hidropsia endolinfática, quadro que pode cursar com vertigem, perda auditiva flutuante, zumbido e plenitude auricular.

Como o exame é realizado?

O exame é feito com o paciente em repouso, geralmente deitado ou sentado confortavelmente. São apresentados sons por fones, enquanto eletrodos captam as respostas elétricas geradas pela cóclea e pelo nervo auditivo.
 

Existem diferentes formas de captação. A técnica extratimpânica é menos invasiva e utiliza eletrodos posicionados no conduto auditivo ou próximos à membrana timpânica. Já a técnica transtimpânica posiciona o eletrodo mais próximo da cóclea, podendo gerar respostas maiores, porém é mais invasiva e exige preparo específico.
 

Na prática clínica, a escolha da técnica depende do objetivo do exame, da disponibilidade do serviço, da necessidade diagnóstica e da tolerância do paciente.

Durante o exame:

  • O paciente escuta estímulos sonoros controlados

  • Os eletrodos registram as respostas do ouvido interno

  • O aparelho soma várias respostas para aumentar a precisão

  • O especialista analisa a morfologia das ondas e suas relações

Tempo médio

Em geral, a eletrococleografia extratimpânica leva cerca de 20 a 30 minutos, enquanto a transtimpânica pode levar cerca de 30 a 45 minutos, dependendo da preparação e do protocolo utilizado.

O que o resultado pode mostrar?

O resultado da eletrococleografia não deve ser interpretado isoladamente. Ele precisa ser analisado junto com a história clínica, audiometria, sintomas vestibulares e outros exames.

 

Um dos parâmetros mais conhecidos é a relação entre o potencial de somação e o potencial de ação, chamada de relação SP/PA ou PS/PA. Quando essa relação está aumentada, pode sugerir alteração compatível com hidropsia endolinfática

 

Valores considerados alterados podem variar conforme o protocolo, o tipo de eletrodo e o laboratório. Alguns estudos utilizam pontos de corte como maior que 0,50, enquanto outros consideram valores iguais ou superiores a 0,42.


Em termos simples, o exame pode ajudar a responder:

  • Há sinais compatíveis com hidropsia endolinfática?

  • A cóclea apresenta resposta elétrica alterada?

  • O quadro pode estar relacionado à Doença de Ménière?

  • Os sintomas auditivos e vestibulares têm correlação com o ouvido interno?

  • É necessário complementar a investigação com outros exames?

Observação importante

Um exame normal não exclui totalmente Ménière ou hidropsia, especialmente se o paciente estiver fora da crise ou em fases específicas da doença. Por isso, a interpretação especializada é essencial.

Por que fazer na Audioliv

A eletrococleografia é um exame altamente dependente de técnica, protocolo e interpretação. Pequenas diferenças no posicionamento dos eletrodos, no tipo de estímulo e na análise das ondas podem mudar a qualidade da informação obtida.

Na Audioliv, a avaliação é pensada dentro de um raciocínio clínico completo, integrando sintomas como tontura, zumbido, pressão no ouvido, perda auditiva e histórico de crises. O objetivo não é apenas realizar um exame, mas ajudar a montar um diagnóstico mais preciso e orientar os próximos passos do tratamento.

Ideal para quem busca:

  • Investigação avançada de tontura e zumbido

  • Avaliação de suspeita de Doença de Ménière

  • Exames auditivos com interpretação especializada

  • Integração entre otorrinolaringologia, audiologia e otoneurologia

  • Direcionamento mais claro para o tratamento

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